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2026-01-20

Melhore as suas práticas ao trabalhar em ambientes frios e húmidos

Trabalhar em repintura automóvel durante o inverno ou em oficinas com temperaturas baixas é um desafio real para qualquer profissional. O frio afeta diretamente a forma como os produtos reagem, os tempos de secagem, a aderência entre camadas e, em última instância, o acabamento final do trabalho.

Porque é que a temperatura influencia tanto a repintura automóvel?

A maioria dos produtos usados na repintura automóvel, como betumes, primários, tintas e vernizes, depende de reações químicas controladas para curar corretamente. Em ambientes frios, essas reações tornam-se mais lentas.

Quando a temperatura está abaixo do ideal, é comum surgirem problemas como a secagem muito lenta, falta de brilho, escorridos, falta de aderência entre camadas, marcas de lixagem após o verniz.

Ou seja, o frio não compromete apenas o tempo de trabalho, mas também a qualidade final da reparação.

Temperatura e humidade: os valores ideais

Embora cada produto tenha a sua ficha técnica, existe uma regra prática fundamental: o controlo da temperatura e da humidade é tão importante como a técnica de aplicação.

Idealmente, a temperatura de trabalho deveria ser entre os 20 e os 25ºC, enquanto que a humidade relativa deveria ser abaixo dos 65%.

No inverno, o risco maior é a condensação, sobretudo em superfícies metálicas frias. Pintar sobre uma superfície com humidade invisível pode causar má aderência, crateras e defeitos que só aparecem depois da secagem.

Antes de aplicar qualquer produto, é essencial garantir que peça, ar e produto estão à mesma temperatura.


Preparação do espaço de trabalho

Em ambientes frios, aqueça o espaço de trabalho de forma estável, evitando choques térmicos, opte por aquecimento contínuo em vez de ligar/desligar a forma de aquecimento escolhida, garanta uma ventilação adequada sem perda excessiva de calor e evite evite correntes de ar frio diretamente sobre a peça.

Durante o Inverno, a utilização de cabines de pintura ou zonas fechadas e controladas faz uma enorme diferença na consistência dos resultados.




Ajustes nos produtos e nas misturas

Em ambientes frios, aplicar produtos sem qualquer ajuste é um erro comum. Opte por versões de catalisadores mais rápidos quando recomendado e ajuste a escolha de diluentes para facilitar a aplicação e evaporação. Tenha em consideração o tempo de vida da mistura e a viscosidade, visto que produtos frios ficam mais espessos, o que prejudica a pulverização.

Mas atenção! Consulte sempre a ficha técnica e adapte a mistura às condições reais do estabelecimento. Nunca improvise.

Aplicação correta em baixas temperaturas

A técnica de aplicação deve ser ajustada ao frio. Aplique camadas finas e controladas, respeite rigorosamente os tempos de flash-off, ajuste a pressão e distância da pistola para garantir uma aplicação uniforme e não “compense” o frio com camadas mais carregadas. Esse comportamento pode provocar escorridos e falta de brilho.




Resultados consistentes na secagem

A secagem é uma das fases mais críticas em ambientes frios. Se possível, utilize secagem assistida, evite aquecer excessivamente apenas a superfície e respeite os tempos mínimos antes de lixar ou polir. Lembre-se que, em ambientes mais frios, os infravermelhos são excelentes aliados quando bem utilizados.


Conforto do profissional

O frio também afeta quem trabalha. Utilize vestuário térmico adequado sem comprometer a mobilidade e o conforto, evite trabalhar por longos períodos de tempo em ambientes muito frios e mantenha pausas regulares.

Checklist rápido:

  • Espaço de trabalho aquecido e seco;
  • Peça e produtos à mesma temperatura;
  • Misturas ajustadas às condições;
  • Tempos de flash-off respeitados;
  • Secagem controlada e segura.

Guarde este checklist e evite erros durante os meses mais frios.

Trabalhar em ambientes frios na repintura automóvel exige mais planeamento, mais controlo e mais atenção ao detalhe. No entanto, com as práticas certas, é perfeitamente possível manter níveis elevados de qualidade, durabilidade e acabamento, mesmo no inverno.

O segredo está em respeitar os processos, adaptar os produtos às condições reais e nunca acelerar etapas críticas.

A qualidade não depende da estação do ano, mas das práticas certas na oficina.





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